Dicas de Saúde - Os tipos mais comuns de alergia

Alergia Respiratorias

Os tipos mais comuns de alergia, seus sintomas, tratamento e prevenção

Você certamente já ouviu falar sobre alergia, mas sabia que existem diferentes tipos de alergias, a depender especialmente do agente causador – que pode ser desde um ácaro até um alimento em especial?!

A alergia nada mais é do que uma reação exagerada do sistema imunológico em função da exposição ao agente causador em questão. Ocorre em indivíduos predispostos geneticamente e, de forma geral, pode ser diagnosticada e tratada com sucesso.

Conheça os principais tipos de alergia, quais são seus causadores, sintomas, tratamento e prevenção.

Alimentos que podem causar alergias

Alergia alimentar

Alguns alimentos que podem causar reação alérgica são: ovo, leite de vaca, amendoim, frutos do mar (especialmente camarão), peixe, soja e nozes.

Entre os principais sintomas desse tipo de alergia, estão: vômito, diarreia, coceira, inchaço nos lábios e rouquidão.

A alergia alimentar pode ocorrer em qualquer faixa etária; assim como, em alguns casos, pode surgir na infância e depois desaparecer ao longo da vida adulta. Porém, de forma geral, após identificado o problema, será recomendado suspender a ingestão do alimento causador da alergia.

Alergias respiratórias

As mais conhecidas são a rinite alérgica e a asma, doenças inflamatórias crônicas que acometem as vias respiratórias.

A asma, em especial, costuma ocasionar crises de falta de ar ou cansaço, incômodo e chiado no peito, além de tosse. Os principais fatores que desencadeiam as crises são: ácaros (presentes na poeira de casa, por exemplo), fungos (mofo), pelos de animais, odores fortes, mudança de temperatura, fumaça, poluição, infecções causadas por vírus ou bactérias e fatores emocionais.

Já os sintomas mais comuns da rinite alérgica são crises de espirros, coriza, coceira (em nariz, olhos, garganta e ouvidos), olhos irritados, congestão nasal, alteração do olfato e do paladar.

O tratamento, tanto da asma como da rinite, baseia-se, de forma geral, no controle dos fatores que podem causar ou agravar a doença (como, por exemplo, controle da poeira em casa), além do uso de medicamento e, em alguns casos, vacina para alergia (imunoterapia).

Alergias dermatológicas

As alergias de pele também acometem pessoas que tenham predisposição genética e podem se dividir especialmente em:

- Dermatite de contato: ocorre reação quando a substância tem ação direta sobre a pele, com aparecimento de lesão na determinada parte da pele que entrou em contato com o alérgeno. Alguns exemplos comuns são as alergias a detergente, água sanitária, esmaltes etc.

- Dermatite atópica: com uma predisposição genética para maior produção de anticorpos IgE, os indivíduos com este tipo de alergia reagem exageradamente aos estímulos ambientais, manifestando assim lesões inflamatórias crônicas e/ou recorrentes da pele, que são acompanhadas por coceira intensa e pele seca.

- Urticária: tipo de reação alérgica que causa lesões avermelhadas na pele, acompanhadas de coceira intensa. Pode ser desencadeada por inúmeros fatores, como alimentos, medicamentos, picadas de insetos, infecções etc., e ainda, pode ser idiopática (quando a causa não é detectada). O tratamento consiste em identificar a causa, através de  história clínica e exames, para que possam ser tomadas as melhores medidas, e o uso de anti-histamínicos serve para alívio dos sintomas.

- Estrófulo: são alergias causadas por picadas de insetos, como mosquitos, pulgas, pernilongos e borrachudos. O tratamento geralmente é à base de anti-histamínicos para aliviar a coceira e, dependendo do caso, pode ser recomendada a vacina.

Tratamento e prevenção

Como é possível ver, cada tipo de alergia tem suas particularidades, mas, de forma geral, a base do tratamento consiste na descoberta da causa e seu afastamento. Medicamentos costumam ser indicados especialmente para alívio de sintomas e, em alguns casos, a vacina pode ser recomendada (como no caso de pacientes que apresentam reações graves a insetos e aqueles que são sensíveis a alérgenos ambientais, apresentando manifestações clínicas, como rinite, asma, conjuntivite).

As chamadas medidas de controle ambiental fazem a diferença quando o assunto é prevenção de crises alérgicas, consistem em orientações para manter os ambientes da casa mais saudáveis:

- Durante o dia, possibilite a ventilação mantendo as janelas abertas.

- Opte por mobiliário de fácil limpeza, para evitar que esta tarefa seja um problema e seja, frequentemente, deixada de lado.

- Faça uma limpeza diária com pano úmido com água, sabão e produtos de limpeza adequados. Evite, porém, produtos com odor ativo.

- Troque colchões e travesseiros pelo menos uma vez ao ano. E troque, se possível, a roupa de cama semanalmente.

- Evite os fatores irritantes como fumaça de cigarro, odores e umidade.

Essas são medidas simples, mas que fazem toda a diferença no tratamento e na prevenção de alergias, visto que as crises de alergia podem retornar sempre que houver exposição ao alérgeno.

As informações contidas neste site da DFARMA não devem ser usadas para automedicação e não substituem,

 de maneira alguma, as orientações dadas pelo profissional da área médica.

Somente o médico está apto a diagnosticar qualquer problema de saúde e prescrever o tratamento adequado.

Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado.

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